quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria

Rosa Lobato Faria deixou-nos...
Decorreram hoje as cerimónias fúnebres desta SENHORA que foi uma personalidade de grande relevo no meio artístico em Portugal, nas últimas duas décadas. RLF que se distinguiu como poetisa, romancista, actriz e compositora, nasceu em Lisboa, a 20 de Abril de 1932 e faleceu no passado dia 02 de Fevereiro, vítima de uma anemia, que se veio a revelar fatal, relacionada, ao que se sabe, com problemas intestinais graves de que vinha padecendo hà algum tempo. O seu percurso artístico dividiu-se entre a Literatura, a Televisão, o Teatro e o Cinema.
O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995 e seguiram-se-lhe "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999), "A Trança de Inês" (2001), "O Sétimo Véu" (2003), "Os Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007), "A Estrela de Gonçalo Enes" (2007) e “As Esquinas do Tempo” em 2008.
Escreveu também vários contos infantis, entre os quais, “A Erva milagrosa”, “As quatro Portas do Céu” e “Histórias de Muitas Cores”.
Publicou várias obras de poesia "Os Deuses de Pedra" (1983), "As Pequenas Palavras" (1987), "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997) e "A Gaveta de Baixo", em 1999.
Para teatro escreveu as peças “A Hora do Gato”, “Sete Anos – Esquemas de um Casamento” e “A Severa” (adaptação da peça de Júlio Dantas); como actriz, representou “A Gaivota” e “Celestina”.
A nível cinematográfico destaca-se pela participação nos filmes “Paisagem Sem Barcos" (1983), "O Vestido Cor de Fogo" (1986), "Tráfico, (1998) e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", em 2003.
Em televisão, estreou-se como locutora na RTP na década de 1960, tendo apresentado ao longo dos anos vários programas. Como actriz participou na primeira telenovela portuguesa, “Vila Faia” (1983) e em várias outras novelas e séries das quais se destacam “Origens”, “Palavras Cruzadas”, “A minha sogra é uma bruxa”, “Crime na pensão estrelinha II”, “Humor de Perdição”, “Telhados de Vidro” e “Ninguém como Tu”. Ainda para televisão escreveu as novelas "Telhados de vidro" e "Passerelle" e outras séries como “Nem o Pai Morre...”, “Pisca-Pisca”, “Tudo ao Molho e Fé em Deus” e “Trapos e Companhia”.
Escreveu ainda diversas letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares.
E uma curiosidade... RLF é a autora da letra do hino do CDS-Partido Popular e da Juventude Popular.
À mulher e à obra que perpetua a sua memória, a minha homenagem.

Sem comentários:

Enviar um comentário