domingo, 16 de dezembro de 2012

Elementar

Pedro Passos Coelho disse ontem que Portugal vai necessitar de duas ou três décadas para resolver o problema a dívida pública (e privada – acrescento eu). Tenho uma vontade muito grande de dizer que o primeiro-ministro está enganado, mas não posso afirmá-lo, porque temo que tenha algum fundamento o seu vaticínio.
É lamentável que, enquanto nação, tenhamos chegado a este ponto. Que, sendo um povo com identidade secular, não tenhamos sido capazes de exigir dos responsáveis pela gestão do país duas atitudes muito simples:
(I) Rigor na seleção e qualificação dos investimentos efetuados ao longo dos anos; e
(II) Uma planificação a pensar no futuro do país e não apenas nos quatro anos de cada legislatura.
Atitudes que um chefe de família minimamente previdente teria sem que para isso necessitasse de grandes avisos. Elementar!

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